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CUIDADO! O SOSSEGO QUE AINDA LHE RESTA PODE ACABAR, SE HOUVER A REVISÃO DO PLANO DIRETOR E DA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EpígrafeNO CAMINHO, COM MAIAKÓWSKI
de Eduardo Alves Costa, Niterói, RJ, 1936
Tu sabes, Conheces melhor do que eu a velha história. Na primeira noite eles se aproximame roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.
In “Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do SéculoOrganização: José Nêumanne Pinto
Muitos não têm conhecimento, mas a Cidade de São Paulo dispõe de uma lei que fixa as diretrizes gerais de política, de desenvolvimento e de expansão urbana. Essa lei é o Plano Diretor Estratégico do Município[1] (PDE), cujo conteúdo essencial é o de ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e definir a função social da propriedade urbana.
A Cidade possui, também, outro mecanismo legal para regulamentar a utilização e destinação do solo municipal, a Lei de Uso e Ocupação do Solo[2] (LUOS), que estabelece limites de potencial construtivo, tipos de utilização permitida pelos imóveis e o grau de perturbação ou incômodo (horário de funcionamento, barulho, poluição e etc) que uma atividade comercial pode gerar aos moradores vizinhos.
Juntas, as duas normas legais são vitais para planejar a Cidade de São Paulo a médio e longo prazo. Isso porque, enquanto o Plano Diretor estabelece diretrizes de desenvolvimento econômico da Cidade como um todo e de determinadas áreas em específico, de acordo com as respectivas necessidades e vocações, a Lei de Uso e Ocupação do Solo deve garantir a adequada utilização do solo, para que a vocação da área seja explorada ao máximo.
Nesse sentido, não pode haver discrepância entre o Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo como, por exemplo, a previsão no PDE da construção de uma avenida de quatro faixas cortando uma zona estritamente residencial ou a classificação de uma pequena área como residencial e limitado potencial construtivo, em uma região com vocação eminentemente industrial.
Muito menos se pode pensar a Cidade de São Paulo de forma homogênea, isto é, estabelecer regras de uso e ocupação do solo e seus definidores (quadros de incomodidade) de forma una para toda a Cidade.
São duas prerrogativas simples, mas que não parecem nortear o pensamento das pessoas que planejam esta cidade de mais de 11 milhões de habitantes.
O atual Plano Diretor, como já dito, começou a ser implantado em 2002 e terá eficácia até 2012, sendo que, em atendimento a um dispositivo legal do próprio Plano, a Municipalidade deveria ter encaminhado à Câmara Municipal, ainda no ano passado, um projeto de revisão, com o objetivo precípuo de sempre melhorar a qualidade de vida dos moradores de São Paulo.
Em razão da falta de gestão democrática sobre a revisão que a Prefeitura pretende aprovar (audiências públicas em número insuficiente para a discussão do assunto), movimentos e organizações de defesa da cidadania conseguiram impedir a apresentação do projeto à Câmara dos Vereadores para votação, por meio de medida liminar concedida em ação judicial.
Essa medida liminar perdeu a validade e agora a Prefeitura já retomou os o processo de finalização do Plano Diretor.
Percebe-se, nas minutas de revisão do Plano Diretor e Lei de Uso e Ocupação do Solo propostas pela Prefeitura, a retomada de muitas questões que preocuparam a sociedade civil organizada e mereceram destaque na mídia. Como exemplo, citamos as revisões com o evidente interesse de beneficiar o mercado imobiliário, em detrimento da qualidade de vida dos moradores, v.g., o aumento do coeficiente de aproveitamento do solo (proporção de construção permitida com base no tamanho do terreno) e a criação do advento do Termo de Ajustamento Urbanístico, instrumento que anistia a pessoa que construiu área acima do permitido por lei, mediante o pagamento de multa à Prefeitura.
Contudo, umas das alterações previstas na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que pode destruir a qualidade de vida dos moradores, não mereceu a devida atenção, por parte da sociedade, da mídia e dos formadores de opinião.
Mais de 70% (setenta por cento - confirmar) do território paulistano encontra-se em áreas classificadas como Zonas Mistas (ZM) que, nos termos do artigo 164 da Lei de Uso e Ocupação do Solo “destinam-se à implantação de usos residenciais e não residenciais, de comércio, de serviços e indústrias, conjugadamente aos usos residenciais, segundo critérios gerais de compatibilidade de incômodo e qualidade ambiental”.
Essas Zonas Mistas possuem 4 (quatro) classificações diferentes (ZM-1, ZM-2, ZM-3a e ZM-3b) de acordo com o coeficiente de aproveitamento do terreno.
Atualmente, os critérios de compatibilidade de incômodo e qualidade ambiental são controlados de duas formas pela Lei de Uso e Ocupação do Solo: (i) quadros de incomodidade; e (ii) Classificação das Vias Urbanas.
Os atuais quadros de incomodidade estão anexos à Lei municipal nº 13.855/2004.
Por exemplo, em uma área classificada com ZM-1 (a dos nossos bairros, vias locais, só pode haver atividades de baixo impacto e que não tragam incômodos aos moradores, conforme estipulado no art. 155 da Lei 13.885/04. São atividades classificadas como nR1. Exemplo disso, é vedada a instalação de comércio de abastecimento de âmbito local com consumo no local.
Já a classificação de vias limita o tráfego de veículos, proibindo o tráfego de passagem de carros e caminhões por vias locais, conforme art. 115 da Lei 13.430/02.
Com a revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, a Prefeitura, por meio da Secretaria do Planejamento, pretende aprovar os novos quadros de incomodidade, AMPLIANDO a autorização para atividades comerciais que anteriormente não eram permitidas em determinadas áreas e, também, estendendo o horário de funcionamento dessas atividades.
Caso a revisão do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo sejam aprovadas, em nossos bairros (Vila Alexandria e Jardim Aeroporto), estarão autorizadas a funcionar atividades comerciais como hipermercados 24 horas e faculdades trazendo toda a sorte de problemas: tráfego de caminhões de abastecimento a qualquer hora; poluição e barulho causados por esses caminhões; tráfego incessante de carros de consumidores que freqüentem esses estabelecimentos.
Hoje em dia, com os parcos mecanismos de defesa contra a incomodidade com que contam os moradores, já é imensa a dificuldade de fazer valer nossos apelos por tranqüilidade e silêncio noturno. Não é difícil de se imaginar como ficará a situação, se houver a “anistia de usos incômodos” que a Prefeitura e a Secretaria do Planejamento provisionaram, na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo.
As mudanças no quadro de incomodidade deixam as vias locais de Zonas Mistas com um perfil muito próximo ao das vias coletoras, permitindo assim atividades muito mais permissivas e incômodas, deteriorando em muito a qualidade de vida dos moradores.
Essas alterações, portanto, vão em total desencontro com o espírito da revisão do Plano Diretor Estratégico e da Lei de Uso e Ocupação do Solo, que é o de melhorar, em todos os aspectos, a qualidade de vida dos habitantes de São Paulo.
Pensamos que a Cidade de São Paulo não pode ser planejada de forma homogênea. É uma Metrópole que atrai pessoas de toda a parte do Brasil e do Mundo, justamente por ser cosmopolita e dinâmica.
Além do que, possuímos regiões com índice de desenvolvimento humano altíssimos (IDH), comparáveis a países nórdicos e, de modo contrastante, outras em que esses mesmos índices são comparáveis aos países mais pobres da África.
Nesse sentido, é claro que algumas regiões menos desenvolvidas da Cidade podem, sim, estar submetidas a quadros de incomodidade mais permissivos. Todavia, determinadas regiões, já devidamente caracterizadas pelo modo como foram ocupadas por seus moradores, merecem e exigem que o seu sossego seja garantido.
A Vila Alexandria e o Jardim Aeroporto são bairros de classe média, com infra-estrutura consolidada em que a ampliação dos quadros de incomodidade somente irá deteriorar a qualidade de vida dos seus moradores.
Por isso, a Associação dos Moradores e Amigos da Vila Alexandria, nome fantasia SAMAVA (Sociedade Amigos da Vila Alexandria) e a Associação dos Verdadeiros Amigos e Moradores do Jardim Aeroporto – AVAMOJA, devidamente amparados pela Ciranda – Comunidade e Cidadania, propõem que os quadros de incomodidade sejam passíveis de terem sua definição, de forma independe, por cada uma da 31 Subprefeituras da Cidade de São Paulo, (Explicar melhor), justamente para preservar a heterogeneidade da Cidade e garantir que os interesses dos moradores de cada uma dessas subprefeituras sejam garantidos.
Artigo produzido por:
SAMAVA – Sociedade Amigos da Vila Alexandria AVAMOJA – Associação dos Verdadeiros Moradores do Jardim Aeroporto
Mario Rossi Barone Eduardo Moreira Diretor Financeiro – SAMAVA Presidente - AVAMOJA
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RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA SAMAVA NO EXERCÍCIO CIVIL
E FINANCEIRO DE 2007/2008. Nos termos do artigo 21 do Estatuto Social da Associação dos Moradores e Amigos da Vila Alexandria - SAMAVA - é apresentado em Assembléia Geral Ordinária, relatório pormenorizado das atividades desenvolvidas pela associação no decorrer do exercício civil de 2007. No ano de 2007, foram realizadas 12 reuniões gerais, 23 reuniões de comissões, totalizando 35 reuniões, não contabilizando outras de cunho extraordinário ou extra-oficial. Todas as reuniões possuem ata lavrada quanto às deliberações. Foram expedidos 21 ofícios pela Associação contendo diversas reivindicações do bairro, principalmente para a Prefeitura e para a Polícia Militar. Contamos hoje com 45 associados inscritos, abrangendo quase todas as 19 ruas da região. Não cumprimos com nossos objetivos de editar, imprimir e distribuir os informativos a cada 3 meses, visto que no 3º trimestre, apenas divulgamos um manifesto para os moradores não venderem suas casas e abandonarem o bairro. Por outro lado, conseguimos no ano de 2007. 1- Aprovar o início do projeto viário local (comunidade protegida) 2- Alcançamos a marca de 1400 assinaturas no manifesto pela mudança de zoneamento. 3- Consolidação do projeto no piscinão (melhor idade, com freqüência semanal) 4- Execução do projeto limpeza de postes 5- Execução de limpeza constantes de faixas dependuradas no bairro e no entorno. 6- Instalação de lixeiras no entorno do piscinão. 7- Fechamento de valetas na Rua Ática. 8- Execução de drenagem de águas pluviais na Rua Lacedemônia e Jônia. 9- Fechamento do farol da Rua Palacete das Águias, esquina com Washington Luis. 10- Recapeamento da rua Lacedemônia. 11- Manutenção da base da polícia militar na Av. Águas Espraiadas. 12- Fechamento do muro da Eletropaulo na Rua Dr. Lino de Moraes Leme. Conseguimos conscientizar um grande número de moradores de sua responsabilidade como cidadão, cobrando seus direitos frente ao poder público, fiscalizando suas atividades e sugerindo soluções para os problemas da cidade. Ass. (toda a diretoria) |
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MINUTA DE REUNIÃO
– NOTA
PARA ARQUIVO Após exame conjunto pela CET / GPV e pela SAMAVA da proposta de intervenção no Sistema Viário
Local da Vila Alexandria, foram definidos os seguintes tópicos: 1.Execução de sinalização vertical proibindo conversão à esquerda na av. Lino de Moraes Leme sentido Av. Jornalista Roberto Marinho, desde a Av. Santa Catarina, exceto para a R.Lacônia,
no prazo aproximado de 1 mês; 2.Oferecer como alternativa de fluxo de tráfego para a Vila Mascote, a Rua Túlio Teodoro de Campos,
no final da Av. Jornalista Roberto Marinho; 3.Encaminhar para a SPTrans opinar sobre alteração do itinerário dos ônibus na Av. Sta. Catarina,
para a implantação de mão dupla na quadra inicial junto à Av.
Washington Luis; 4.Execução de “Traffic Calming” com estreitamento de via junto à Av. Washington Luis dasruas Dória, Palacete das Águias, Jônia, Ática, Abelardo Vergueira César e Lacedemônia, e
mini-rotatória modular com canteiro de flores interno nos seus
cruzamentos internos; 5.Solicitar parecer da área operacional da CET quanto à alteração para mão dupla na R. Palestina
em sua quadra inicial junto à Av. Ver. João de Luca; 6.Liberar o tráfego semaforizado no pontilhão da Av. Jornalista Roberto Marinho ao lado do viaduto da Av. Washington Luis, permitindo acesso direto dos veículos que descem a lateral do viaduto no sentido Interlagos e desejam ingressar na Av. Jornalista Roberto Marinho no sentido
Jabaquara; 7.Reformular sinalização aérea e de solo, explicitando a Av. Lino de Moraes Leme como única
coletora no bairro; 8.Execução de sinalização proibindo o tráfego de caminhões que não sejam de gás, lixo, mudanças
e/ou porta-caçambas de
entulho pelas ruas internas do bairro; 9.Não é possível viabilizar a alça da Av. Washington Luis atravessando a Av. Vicente Rao para
a R. Palestina devido ao sistema da Comgás existente no local. Ficou definido que todas estas implementações serão objeto de reuniões internas com a área operacional
da CET para discussão de prazos e disponibilização de recursos. A SAMAVA se responsabilizará pela captação de recursos para implantação do “Traffic Calming”. 29/03/2006 |
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Quanto você paga de Imposto? Sabe o quanto de imposto você paga na compra de qualquer produto no supermercado? Não !!! Pois é, ninguém sabe!! Só que temos o DIREITO de saber. Acesse o site www.deolhonoimposto.org.br e descubra. Além de se indignar, VOTE no site para que seja apresentado projeto de lei no Congresso Nacional obrigando a divulgação de todos os impostos que pagamos por mercadorias e serviços comprados |
Perdeu a Bula do seu Remédio ? Então acesse o site http://bulario.bvs.br e consulte a bula perdida daquele remédio que você tem em casa, não sabendo para que serve. Lembre-se é um perigo ter em casa remédios sem consulta médica e principalmente sem bula o que poderá gerar uma auto-medicação sem conhecimento das contra-indicações ou efeitos colaterais que o remédio proporciona. |
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QUER PLANTAR UMA ÁRVORE? Você que é associado da Samava e quer plantar uma árvore na frente da sua residência, não perca tempo, mande um e-mail para nós e solicite maiores informações sobre o que plantar e como plantar. Temos algumas mudas e pessoa para providenciar o plantio. VOCÊ SABIA ? Você sabia que todas as 6ªs Feiras passa a coleta de lixo reciclável? É, na Rua Tebas e na Rua Ática o caminhão de coleta seca (reciclável) passa por volta das 20:00 ou 21:00 h todas as sextas feiras. Procure saber que dia e que horário ele passa em sua rua e comece a separar o lixo, contribuindo com a coleta seletiva. (Nos informe o horário que passa na sua rua) |
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Fique atento com as empresas de caçambas. O grande gerador deve contratar uma empresa especializada em serviços de coleta e transporte de entulho. Certifique-se de que ela mantém cadastro no Limpurb e exija uma via do Controle de Transporte de Resíduos (CTR). A relação das empresas cadastradas está no site - www.prefeitura.sp.gov.br Como obter mais informações? Limpurb - Tel. 3328-2819 Central de Atendimento 156 Prefeitura de São Paulo - site |
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Vejam a importância de se ter uma Associação no Bairro TJ suspende uso comercial no Campo Belo. ALENCAR
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